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Um blog feito com muito amor, sangue, paixão e desejos...
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Eis aqui, ao descer a página meu sangue e paixão em
forma de versos...
















sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Amanhecendo velhice II

Aflora em mortandade o meu dia.
Diante do sorriso : Calou-se...
Era bom no amor ou doce,
Como serena menina alicia.


Mediana estatura e loura fosse...
Da decência impugnada, apraxia.
Memorável som consumia
E inédita sorte apenas trouxe...


A primavera foi o mesmo roubo,
Mas o poeta foi o mesmo louco
E entregou o peito à própria sorte!


Antes de rever no azul telão,
Lemranças dos prazeres de um verão:
Pálido, busca a própria morte!


( Velhice)

domingo, 26 de outubro de 2008

Desejo II

Como bálsamo escaldante,
Embevecido de cravo duradouro.
E dormente em pétalas de ouro,
No beijo, o orvalho escoante...

Como lágrima errante,
Sonho e rosas de agouro.
Fere como espinho de louro
Das faces lácteas penetrante...


Como néctar e pergaminho,
Sangue derramado em vão.
Sépala de lua no caminho...


Buquê sem partes da paixão,
Brasas que aquece o ninho,
Da mais louca ilusão...

Politicando Brasil
Estrelando soneto
.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Rascunho de vento...

Assim brota a esperança,
O orvalho do sorriso é derramado...
Tens o sol dos cinzentos grado,
E a virgindade da presente dança.

E dos lábios ainda a abastança.
E de nardo os seios é lavado.
Tens os olhos da lua emoldurado...
E o benigno catre da criança.

Desses conforme a rosa
E como a brisa perfuma o anoitecer :
A fecúndia dor é formosa.

Ainda encontra um louvor,
Como o sereno nas asas, um morrer...
Na lamúria espectral do amor.


GREDILHA,marcio.


Estrelando soneto
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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Dom amor...

Qual dom se renova a cada encanto,
Faz da vida um verso, do sonho um pensamento?
Eterniza as palavras de um momento
E na lembrança regata o novo canto?

Às vezes nasce com um pranto,
Voa com um pássaro no coração do vento.
Morre na lua como todo esquecimento,
E dos olhos faz da estrela um recanto.

Provoca um caminhar constante
Sem tocar os lábios da alma errante.
Somente em silêncio e a dor é o fim.

Quando anoitece a noite obedece
E ao fim do beijo a saudade acontece.
Seria esse o dom amor ? __ Sim!

GREDILHA,marcio


Estrelando soneto
Politicando Brasil
.

domingo, 27 de abril de 2008

Fim...

Entendimento tolo, amor vão,
Meus sonhos...Tão triste agora
Vejo as estrelas. A lua chora
E o encanto corre do coração.

Os pássaros amam a solidão.
Destino meu, lágrimas da hora.
Carícias e beijos vão embora
E a dor recorre ao perdão.

Os anjos se foram para o mar...
Como um som, uma esperança,
Um sol de sangue em meu olhar.

A poesia reflete um jardim,
Os lábios morrem da lembrança
No amor que chegou ao fim.



Politicando Brasil
Estrelando Soneto

terça-feira, 1 de abril de 2008

Amor e eternidade...

Amor e eternidade...


É o único som que acalma,
O único dom que resiste...

Tão puro que ainda insiste,
É fonte de segredos da alma.

Dentro dos olhos o relento...
Confuso por uma dor ausente,
Inocência tão inconseqüente
De um céu-prazer aumento...

Posso consternar mar sozinho.
Com destreza posso crescer,
Sempre em meu caminho.

Em recíproca que deseja crer,
Que o sentir eternize juntinho:
Amor que não ouso descrever...

Politicando Brasil
Estrelando Soneto

GREDILHA,marcio.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Laços

Laços

Quero me entender de todo esse amor.
A face a distância e, ou virtudes...
E deixar tão nosocômio minhas atitudes
Dentro de um fim... O calamor.



Ainda sim desejável não esqueça.
Sendo posso ser, sou simplesmente,
Polipétalo herbívoro vivente
Ou macróbio imaginário quer pareça.

Simples assim é assim mesmo, antes, pois
Com sua alegria de nuvem passa
E tudo deixa de ser a dois.



Para viver na solidão achando graça
E o mesmo coração chora, mas depois
Volta pra mulher que enlaça.


GREDILHA,marcio.

Estrelando soneto
Politicando Brasil

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Morte ou Destino

Morte ou Destino


Por que vens sob a forma de descanso
Com seu hálito frio e o gesto rápido?
Anda a espreitar o ambiente meio inválido
Arranca todo sorriso com esse teu ranço.

Por que vens com esse teu cachimbo árido
Nos roubar a hora que ao tempo lanço?
Na incerteza de teu beijo às vezes canso
De tão rouco amor em teu olhar pálido.

Por que vens assim em silêncio por fama?
Jamais poderei requerer-te a cama.
Pois da vida restou-me um estar sem eira...

Por invenções que agora esqueço
Tu vens assim porque assim mereço
Por mais alvar me encontro a beira...


GREDILHA,marcio.
Estrelando soneto

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Pensamentos

Pensamentos

Sou tétrico na forma de compreender
e só assim consigo encontrar a
paciência necessária para resistir
a violência com que sou abordado,
todos os dias, por precoce desejo insólito.
São esses que se aproveitam
da fragilidade de um coração em pedaços...
em seu escatologismo amórfico me inflama
de esperança em menção do memorável ser
que me convence de conversar propenso
ao que se perde e elevar-se de um comprazer
que se não tem.
O que me torna inválido, improdutivo,
inconstante e insensato é o seu fim,mas quando
nasce, o realejo se torna um ementário
de pensamentos e desatino:e flui em poesia.
O que poderia ser um incorfomismo
incomutável da alma adormecida
em um súbito voar?
Agora eu sei o que é o
amor.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Procura

Procura




Simples sem saber o que conduz
A fobia radiante que me espera.
Sou escravo dessa arte, quem me dera,
Fosse pouca a ilusão que me traduz.

Em silêncio a profundeza que me enterra
O olhar encontra formas bem a luz
Dentro do vício que me empresta a cruz
Passo a ser poeta como eu era.

Estático, triste e impuro.
Encontro pétalas sem virtudes, procuro
Na solidão que faz nascer a dor :

Momento sublime entre almas
Ambos caminham sob palmas
Por doença, ciúmes e amor.


GREDILHA, marcio.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Canto de rea

Canto de Rea


Mistério dessa alma deprimente
Pródigo em meu desejo conhecido.
Pensamento de triste é algo parecido
Nesses tempos de agora é presente.

Da usura que desbrava um gemido
Empresta última sorte e voa contente,
Volta por um beijo mais ardente
Para resgatar de mim um céu-bramido.

Escriturário do amor não encontrava.
O óbito romanceou por onde eu andava
Transbordando a existência de pouca fama.

Consumindo seca derramando vida...
Minha doente introspecção perdida.
Nenhum de meus amores me reclama!




GREDILHA,marcio